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Dólar abre em queda, com novos ataques entre Israel e Irã no radar

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira em baixa de 0,13%, cotado a R$ 5,1501 às 9h (horário de Brasília), em dia de maior aversão a risco e com o noticiário geopolítico no centro das atenções. Os investidores acompanham a escalada das tensões no Oriente Médio, após novas trocas de ataques entre Israel e Irã desde o cessar-fogo anunciado em abril. As negociações do Ibovespa começam às 10h.

Tensões no Oriente Médio voltam a escalar

  • A sequência de ofensivas se intensificou no fim de semana, com bombardeios israelenses a alvos em Beirute. Em resposta, o Irã lançou mísseis em direção a Israel no domingo, o que levou a novas retaliações. Explosões foram relatadas em Teerã, Tabriz e Isfahan, segundo a rede Al Jazeera.
  • Diante da deterioração do quadro, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu “que parem de atirar” e sinalizou esforços por um cessar-fogo, de acordo com coberturas da BBC e da NBC News.

Agenda econômica: inflação e BCE no foco

  • A semana concentra divulgações de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, com potencial de redefinir expectativas para juros nas duas economias.
  • Na Europa, a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) também está no radar dos mercados, com investidores avaliando o ritmo de relaxamento monetário diante do quadro de preços na zona do euro.

Bolsas internacionais: desempenho misto

  • Em Nova York, os índices futuros operavam em alta por volta das 9h (de Brasília), com Dow Jones futuro +0,28%, S&P 500 futuro +0,69% e Nasdaq 100 futuro +1,28%, segundo a CNBC.
  • Na Europa, os principais mercados exibiam direções distintas no início do pregão: o DAX, da Alemanha, caía 0,32%; o CAC 40, da França, recuava 0,04%; e o FTSE 100, do Reino Unido, avançava 0,27%.
  • Na Ásia, prevaleceu o tom negativo. As ações da China e de Hong Kong encerraram nos menores níveis em dois meses, acompanhando a fraqueza do setor de tecnologia: o CSI 300 caiu 2,4%, o Shanghai Composite recuou 1,7% e o Hang Seng perdeu 1,2%. No Japão, o Nikkei recuou 3,85%. Já na Coreia do Sul, o Kospi registrou forte desvalorização de 8,29%, em meio a um movimento intenso de realização em tecnologia, segundo agências internacionais como Reuters e Nikkei Asia.

Abertura no Brasil

Com o câmbio reagindo ao ambiente externo e à expectativa por dados de preços, o mercado doméstico deve calibrar apostas para a trajetória da Selic nas próximas reuniões. O desempenho do Ibovespa ao longo do dia tende a refletir, além das commodities e do apetite global por risco, os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e os sinais das leituras de inflação no Brasil e nos EUA.

Ao longo do pregão, novas manchetes sobre a crise no Oriente Médio e a proximidade dos indicadores de inflação devem manter a volatilidade elevada, orientando o comportamento do câmbio e dos ativos de risco no mercado brasileiro.

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