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Governo Trump impõe novas sanções contra políticos e militares cubanos

Washington — O governo dos Estados Unidos impôs nesta segunda-feira (18) sanções a 11 autoridades cubanas, incluindo a ministra das Comunicações e vários líderes militares, além de atingir a Diretoria de Inteligência de Cuba (DI), no mais recente movimento da Casa Branca para aumentar a pressão sobre Havana. As medidas, anunciadas pelo Departamento do Tesouro, integram uma ofensiva mais ampla da administração de Donald Trump, que também inclui restrições do Departamento de Estado ao Ministério do Interior e à Polícia Nacional Revolucionária (PNR).

Quem foi atingido

  • Segundo o Departamento do Tesouro, 11 autoridades de alto escalão do governo cubano foram sancionadas, entre elas a ministra das Comunicações e líderes das Forças Armadas.
  • O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), do Tesouro, também sancionou a Diretoria de Inteligência de Cuba, principal órgão de inteligência do país e subordinado ao Ministério do Interior.
  • Em paralelo, o Departamento de Estado informou sanções ao Ministério do Interior e à PNR, força policial acusada por Washington de reprimir protestos. Outras autoridades de menor escalão igualmente foram incluídas.

O que dizem os EUA

A administração Trump descreveu a gestão cubana como “corrupta e incompetente” e voltou a defender mudanças políticas no país. “Os EUA continuarão agindo para combater o regime cubano, aqueles que promovem seus objetivos e aqueles no exterior que permitem que as elites lucrem enquanto o povo cubano sofre”, afirmou o governo em comunicado.

Como funcionam as sanções

  • As sanções do OFAC geralmente resultam em bloqueio de bens e interesses em bens sob jurisdição dos EUA, além de proibir que pessoas e empresas americanas realizem transações com os alvos listados.
  • Em 1º de maio, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que amplia a autoridade do governo americano para sancionar integrantes de setores estratégicos da economia cubana e autoriza sanções secundárias a instituições financeiras estrangeiras que negociarem com pessoas ou entidades punidas pelos EUA. Isso aumenta o risco de exposição para bancos e empresas fora dos Estados Unidos que mantenham relações com os sancionados.

Contexto e escalada

  • A Casa Branca vem intensificando a pressão sobre Cuba, inclusive com ameaças de impor sanções a países que fornecem combustível à ilha, como parte de uma estratégia para restringir fluxos de apoio econômico. Entre as ações citadas por Washington estão esforços para conter o envio de petróleo venezuelano a Cuba.
  • A Diretoria de Inteligência de Cuba (DI), atingida pelas novas medidas, é o principal serviço de inteligência do governo cubano e atua sob o Ministério do Interior desde 1961. Já a Polícia Nacional Revolucionária (PNR) é a força policial do país, também subordinada ao Ministério do Interior, responsável pelo policiamento ostensivo e pela investigação criminal.

Próximos passos

  • De acordo com uma autoridade do Departamento de Justiça, o governo Trump planeja anunciar na quarta-feira acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro.
  • O Departamento de Estado adiantou que novas sanções poderão ser divulgadas nos próximos dias e semanas, sinalizando continuidade da pressão econômica e diplomática sobre Havana.

Relevância

As medidas ampliam o alcance do regime de sanções dos EUA sobre estruturas-chave do Estado cubano e aumentam o risco regulatório para agentes econômicos — especialmente instituições financeiras estrangeiras — que mantenham relações comerciais ou financeiras com as autoridades e entidades agora listadas. O movimento reforça a estratégia de Washington de utilizar instrumentos financeiros e diplomáticos para tentar influenciar a política interna de Cuba e isolar internacionalmente integrantes do governo da ilha.

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