Impacto do Tarifário nas Perspectivas Econômicas
Uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha, divulgada na quinta-feira (31), revelou que 89% dos brasileiros acreditam que o aumento tarifário imposto pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trará impactos negativos à economia brasileira. Esta taxa de 50% abrange uma série de produtos brasileiros, com a expectativa de complicar sobremaneira o comércio entre os dois países.
Resultados da Pesquisa e Detalhes do Estudo
O levantamento do Datafolha, que possui uma margem de erro de dois pontos percentuais, ouviu 2.004 pessoas entre 29 e 30 de julho, um período anterior à oficialização das tarifas e descrição da lista de produtos isentos. Entre os entrevistados, uma parcela significativa que declarou ter votado em Jair Bolsonaro em 2022 mostrou preocupação, com 92% acreditando nos prejuízos econômicos do tarifaço, comparado a 87% dos eleitores que apoiaram Luiz Inácio Lula da Silva.
Impactos Pessoais e Respostas Possíveis do Brasil
O estudo também explorou o impacto do aumento tarifário nas economias pessoais dos brasileiros. Enquanto 77% dos entrevistados acreditam que serão afetados de alguma maneira, 19% não preveem consequências significativas em suas finanças pessoais. Quando questionados sobre possíveis respostas do governo brasileiro, 72% dos participantes indicaram que o presidente Lula deveria negociar alterações na decisão dos Estados Unidos, enquanto 15% apoiaram a implementação de tarifas equivalentes sobre produtos americanos.
Confiança nos Parceiros Comerciais Internacionais
Além das tarifas, a pesquisa Datafolha também buscou avaliar a confiança dos brasileiros em seus parceiros comerciais. Países da União Europeia, como Alemanha, França, Itália e Espanha, lideraram como os mais confiáveis, com 74% dos entrevistados depositando alguma confiança neles. Os membros do Mercosul vieram a seguir, com 72%, enquanto a confiança nos Estados Unidos alcançou apenas 51%.
A pesquisa ressalta o complexo cenário que o Brasil enfrenta no panorama internacional e sugere uma forte expectativa por ações diplomáticas capazes de mitigar os efeitos econômicos adversos gerados pelas políticas tarifárias dos Estados Unidos.